Entender o comportamento do consumidor é a chave para oferecer produtos, serviços e propagandas realmente interessantes. Esse é o trabalho do neuromarketing, um conceito que busca identificar o pensamento dos clientes e, assim, elaborar estratégias assertivas. Saiba como trabalhar com neuromarketing em sua empresa.

Neste artigo, vamos abordar um pouco mais sobre essa ciência e mostrar como trabalhar com neuromarketing. Acompanhe a leitura!

 

O que é neuromarketing?

Compreender o que faz uma pessoa se interessar por um determinado produto é uma forma de se destacar em meio a um mercado altamente competitivo. 

Nesse sentido, o neuromarketing funciona, justamente, como uma ferramenta de análise, sendo empregado nas estratégias de marketing.

Portanto, o neuromarketing é uma área da ciência, que busca estudar as relações de consumo, verificando quais fatores influenciam na tomada de decisões de compra.

Por exemplo, o que leva um pessoa a procurar especificamente por um sorvete gourmet? Sabemos que a qualidade é um dos diferenciais desse produto, mas ao mesmo tempo, temos o preço, quando comparado com outros tipos de sorvete.

O neuromarketing irá verificar essa relação do consumidor diante do produto, percebendo o que faz com que ele escolha um produto gourmet ou não.

A ciência do neuromarketing permite acompanhar, em tempo real, quais áreas do cérebro humano são ativadas, quando somos expostos a certos estímulos, entre eles, as propagandas.

Com isso, temos acesso a dados importantes sobre o consumidor, incluindo as sensações e as emoções que envolvem uma compra.

Ou seja, por que um consumidor procurou por doces personalizados boteco? Será para uma festa? Como uma boa propaganda ou relacionamento com a empresa pode ajudá-lo a fechar negócio?

Todas essas perguntas são respondidas com base nos estudos de neuromarketing.

 

Uma breve história do neuromarketing

O neuromarketing consiste na junção de duas palavras: neurologia e marketing. O autor da terminologia é Ale Smidts, professor da Erasmus University, em Roterdã, nos Países Baixos. 

Porém, quem tornou o conceito popular foi o Professor Doutor Gerald Zaltman, de Harvard.

Zaltman é formado em medicina e, por ter acesso aos aparelhos da área, realizou experimentos com ressonância magnética, para mapear a atividade do cérebro humano, diante de estímulos mercadológicos.

Desse modo, Zaltman foi capaz de verificar como se dava a real influência neurológica, além de verificar quais ações determinavam o comportamento do consumidor.

Desde os anos 2000, o neuromarketing é conhecido como uma poderosa ferramenta de marketing, tendo seus métodos replicados para conhecer o porquê as pessoas escolhem um produto x e não o y.

Ou seja, até hoje, os estudos de neuromarketing podem ajudar as empresas de qualquer ramo, seja para orientar uma marca, ou para elaborar uma propaganda sobre venda de extintor.

Como aplicar o neuromarketing na sua empresa

Para aplicar o neuromarketing dentro das estratégias de divulgação da sua empresa, é necessário compreender que todo o processo de decisão de compra ocorre, em grande parte das vezes, no subconsciente do consumidor. 

Os neurologistas descobriram que 95% das ações dos seres humanos vêm do cérebro inconsciente. Ou seja, diferentemente do que imaginamos, quando tomamos uma decisão ou atitude, não fazemos de forma lógica e racional.

Isso quer dizer que, se perguntarmos para uma pessoa se ela gosta de mousse de limão diet, a resposta pode não ser absolutamente verdadeira, porque a aquisição do produto depende de muitos fatores.

Por esse motivo, é preciso observar as atividades cerebrais, para ver como o subconsciente do indivíduo reage a cada um das opções de compra oferecidas.

Dessa forma, com uma técnica aplicada de marketing, previamente estudada pela ciência do neuromarketing, fica mais fácil condicionar os clientes em suas tomadas de decisão.

Assim, uma empresa de salgados para festa de criança, por exemplo, é capaz de orientar estratégias de marketing, que atuam no subconsciente das pessoas e, com isso, influenciam na tomada de decisão, sendo mais fácil fechar negócio.

 

Exemplos de aplicações práticas do neuromarketing

Até aqui, já compreendemos o que é o neuromarketing e a importância dessa ciência para a elaboração de estratégias de divulgação, relacionamento e vendas para todos os tipos de negócio.

Mas como aplicar o neuromarketing na prática? Para responder isso, trouxemos alguns exemplos de ações que dão ótimos resultados e têm sido aplicadas em grande parte dos planejamentos de marketing. Confira!

 

1 – Psicologia das cores

A Psicologia das Cores compreende um conjunto de estudos que revelam como o cérebro humano reage a diferentes tonalidades. Isto é, como as cores influenciam as emoções, desejos e sentimentos das pessoas.

No marketing, as cores têm um papel fundamental para todas as estratégias, visto que os atrativos visuais são os que mais chamam a atenção dos clientes.

Portanto, é necessário verificar quais tonalidades a empresa deseja empregar, de acordo com o sentimento que se quer despertar.

Entre as cores e suas respectivas emoções despertadas, destacam-se:

  • Vermelho: força, poder, calor, perigo, paixão, desejo;
  • Rosa: amor, inocência, romantismo, beleza, delicadeza;
  • Amarelo: alegria, otimismo, sabedoria, conhecimento, claridade;
  • Verde: cura, natureza, sustentabilidade, renovação, juventude;
  • Azul: tranquilidade, calma, harmonia, confiança, limpeza.

 

Assim, ao divulgar uma receita de remédios manipulados para emagrecer, pode ser interessante incorporar a cor azul no material, visto que a tonalidade passa a segurança necessária. Desse modo, os indivíduos passam a confiar mais na receita.

Além do mais, é importante ressaltar alguns detalhes sobre a cor vermelha. Ela é uma das mais usadas na publicidade, justamente pela sua alta vibração, extremamente atrativa.

O vermelho é, geralmente, usado em campanhas promocionais, mas também é uma tonalidade que gera fome. Por conta disso, muitas empresas de alimentos usam essa cor.

Por exemplo, uma embalagem de biscoito de polvilho sem lactose pode usar o vermelho para chamar atenção do público e, ao mesmo tempo, despertar a fome, um desejo de experimentar o produto.

A cor amarela também é usada em conjunto para alimentos, pois ela é um estimulante de apetite. Não é à toa que grandes marcas de fast food utilizam ambas tonalidades em suas identidades visuais.

Ao mesmo tempo, dependendo dos valores de uma empresa, mesmo que do ramo de alimentos, a cor vermelha e amarela pode não ser a mais indicada.

Imagine uma marca de chocolate vegano que deseja transmitir a ideia de preservação do meio ambiente e proteção aos animais. Provavelmente, a melhor cor para a identidade é o verde.

Quer dizer que a Psicologia das Cores está fortemente atrelada aos sentimentos que a marca deseja transmitir e como a empresa deseja ser vista no mercado.

 

2 – Storytelling

O Storytelling significa contar histórias. No marketing, a técnica vem sendo utilizada para despertar emoções e gerar maior proximidade com o público, criando laços entre a marca e o cliente.

Dessa maneira, por meio de narrativas que não necessariamente envolvem o produto, a empresa é capaz de ativar o lado emocional da audiência. 

Com isso, o público se identifica com a história, absorve melhor aquele conteúdo e, sem perceber, é influenciado na tomada de decisão.

As histórias ativam o subconsciente do consumidor, criando um laço emocional. Isso contribui para a imagem da marca e, além disso, permite que a mensagem e os valores da empresa sejam compreendidos de forma mais natural.

Importante ressaltar que, com o advento da internet e a explosão de informações disponíveis, os consumidores não estão mais interessados somente em propagandas invasivas e sensacionalistas.

Por esse motivo, as histórias ganham destaque nas estratégias de marketing, pois além de despertar sentimentos e emoções, elas também transmitem mensagens relevantes, como conhecimentos acerca de um produto/serviço.

 

3 – Gatilhos mentais

Os gatilhos mentais já são velhos conhecidos das estratégias de marketing, porém ainda se mostram altamente relevantes, com ótimos resultados para as empresas.

O principal objetivo dos gatilhos mentais é transmitir aos clientes uma informação, seja ela de forma objetiva ou subjetiva, que desperta o interesse e a necessidade de consumo.

Ou seja, os gatilhos mentais consistem em estímulos recebidos pelo cérebro humano, que influenciam diretamente a tomada de decisão, fazendo com que os consumidores sintam a urgência na aquisição de algo. 

Portanto, eles atuam como facilitadores da tomada de decisão.

Um exemplo é o gatilho mental de escassez. Quando um produto é anunciado por tempo limitado, ou como uma oferta imperdível somente por um determinado período, os clientes tendem a adquirir a mercadoria o quanto antes, por medo de perderem a oportunidade.

Por isso, muitas empresas usam frases como: “Compre já!”, “Última chance para comprar!”, “Não perca tempo!”, entre outras, que dão a ideia de escassez.

Existem diversos tipos de gatilhos mentais, que podem ser aplicados em diferentes campanhas de marketing. 

O ideal é saber como mesclar cada um deles, para influenciar o processo de decisão do seu público e aumentar as chances de venda.

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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