Você já ouviu falar de storytelling? Para entender mais sobre o conceito, temos que iniciar uma viagem através do tempo.

Não é de hoje que o ser humano conta histórias. Desde os primórdios, já podemos perceber a contação de histórias entalhadas e pintadas nas paredes de cavernas. 

Posteriormente, as primeiras civilizações se organizaram em uma comunicação oral, com lições, aprendizados e contos passados de geração a geração.

As histórias são responsáveis por incitar o imaginário, transmitir valores, informações e, o mais importante, inflamar emoções.

Segundo o psicólogo Jerome Bruner, da Universidade de Harvard, as chances de lembrarmos de algo por meio de narrativas é 22 vezes maior, quando apenas recebemos uma mensagem simples.

Nesse contexto, o storytelling aparece como uma estratégia voltada à contação de histórias, que é capaz de destacar um conteúdo em meio a um turbilhão de informações.

 

O que é Storytelling?

Em tradução literal, storytelling significa “contando histórias”. Sendo assim, podemos definir a prática como a transmissão de mensagens relevantes, por meio de uma narrativa envolvente, com técnicas de roteiro, introdução de personagens e desenvolvimento de um clímax.

Na contemporaneidade, o conceito de storytelling é usado para a conversão de vendas e fortalecimento da marca, sendo uma estratégia de marketing. 

Assim, cria-se um enredo para o produto/serviço, destacando sobre a transformação causada nas pessoas.

Desse modo, o storytelling promove a marca, sem a necessidade de uma venda direta. Por exemplo, ao anunciar um espaço para fazer festa, pode-se formular uma narrativa sobre a felicidade de um casal recém-casado que alugou o local. 

Com isso, pessoas que estão procurando um espaço para casamento irão se comover com a narrativa.

Assim sendo, o storytelling vale-se da predileção humana, sendo empregado para dar valor, sentido e humanidade às marcas, com maior engajamento do público. Assim, as pessoas se conectam de maneira mais efetiva com as empresas.

 

O storytelling multimidiático

Com o avanço da internet e das TICs (tecnologias da informação e da comunicação), o ato de contar histórias tornou-se multimidiático, isto é, não se limita à transmissão de mensagens em texto ou via oral. 

Atualmente, é possível contar histórias em muitas plataformas, como em vídeos, ilustrações e mídias interativas.

As empresas se beneficiam – e muito – do storytelling multimidiático. Além de aproximar os clientes pela própria característica do enredo, o uso de outros canais desperta ainda mais o interesse do público e torna a história ainda mais acessível.

Dessa maneira, ao invés de escrever um texto contando a história de uma criança que escolheu placas decorativas personalizadas para o quarto, é possível produzir um vídeo, com personagens, sonoplastia e efeitos. 

Tudo isso causa mais atração no público e estreita a relação entre os consumidores, porque eles se colocam no lugar dos personagens.

Vale pontuar que, independentemente da plataforma, o storytelling precisa se ater aos seguintes aspectos para ser eficiente:

  • Despertar o imaginário visual;
  • Utilizar diálogos possíveis na vida real;
  • Ter um personagem que se identifique com o público;
  • Despertar emoções nos receptores;
  • Desenvolver um conflito;
  • Solucionar o conflito no final.

 

Leia o exemplo a seguir:

Rita acabou de começar em um novo emprego. Depois de anos parada, vivendo atolada em contas e dívidas, ela finalmente encontrou uma atividade na área em que se formou: turismo. Ao receber o seu uniforme profissional feminino, não conteve as lágrimas. Finalmente, poderia melhorar de vida e, além disso, oferecer conforto ao seu filho, que acabara de nascer. Uniformizada, contente e confiante, Rita entrou na agência. Mas, ela não sabia que o inimaginável estava para acontecer…”.

O enxerto acima conta com um personagem (Rita), que vive em uma situação real (novo emprego), que passa por uma situação difícil financeiramente falando (identificação com o público e o despertar de emoções), em um conflito (ocorre algo no primeiro dia de trabalho). 

Apesar de não concluirmos a história, já é possível ter uma ideia de como construir uma narrativa eficiente. 

É possível que a história fique ainda mais atrativa se, ao invés de um texto, o conto possa ser passado por meio de imagens, em outras mídias – isso é o storytelling multimidiático.

 

5 dicas para adotar o storytelling no seu negócio

Mais do que atrair clientes, o storytelling pode ser usado para muitos objetivos, como lançamento de um produto/serviço, para melhorar o engajamento do público, gerar autoridade para a marca e se destacar da concorrência.

Por esse motivo, não é de hoje que as mais diversas empresas utilizam o storytelling como estratégia de marketing.

Neste tópico, saiba como adotar técnicas de storytelling para melhorar o seu negócio!

 

1. A Jornada do Herói

A Jornada do Herói, também conhecida como monomito, é uma estratégia apresentada por Joseph Campbell, em 1949.

De maneira geral, a estratégia consiste em colocar um personagem no centro da história, que se prepara para grandes mudanças e é capaz de superar os desafios apresentados.

O objetivo é inspirar outras pessoas, com a brava atuação do herói.

A Jornada do Herói já é conhecida no storytelling, sendo uma das principais estratégias usadas para contar histórias.

Observe um exemplo de Jornada do Herói:

Rafael era muito bom com a produção de casting eventos e feiras. Grandes marcas o procuravam, pois sabiam de sua competência  como profissional. Mas, no último evento, deu tudo errado: o clima não cooperou, os colaboradores não cumpriram com o combinado e os parceiros apareceram no horário errado. Daí, Rafael teve uma ideia! Decidiu contornar a situação chamando uma banda para entreter o público, contando com a ajuda de sua amiga Ana, que tocava guitarra”.

Na narrativa, temos Rafael, como nosso herói, que sofre com os desafios em um evento promocional. 

Ao final, ele consegue contornar o problema, mostrando que vale a pena tomar uma atitude, ao invés de se lamentar.

 

2. Passe uma mensagem real ao público

As melhores histórias são aquelas que envolvem o público. A intenção é despertar paixões e criar laços com os receptores, como se a narrativa estive conversando com eles.

Uma forma interessante é se basear em cases de sucessos da própria empresa, com histórias reais dos seus clientes. 

Por exemplo, ao invés de usar um personagem fictício, que teve a sua vida transformada após adquirir um determinado produto/serviço, é possível optar por clientes que, de fato, ganharam com a mercadoria do seu empreendimento.

Ao receber um feedback de um consumidor satisfeito com o mouse pad personalizado para empresas, totalmente anatômico e que evitou lesões por repetição, é possível usar esse depoimento para construir uma história.

 

3. Histórias têm começo, meio e fim

O storytelling precisa ser bem construído para despertar o interesse do público. Por conta disso, é indispensável que a história tenha um começo, meio e fim. 

As narrativas inacabadas podem gerar desconforto nos receptores, por isso, é necessário elaborar com precisão todas as fases da história.

Se a empresa deseja construir uma história sobre os diferenciais da camiseta personalizada bordada, lembre-se de planejar a narrativa com todos os elementos essenciais: personagens, mensagem, ambientação, contexto, problema e solução.

 

4. Personalize as narrativas

Não adianta nada construir uma boa história, se ela não é direcionada ao seu público-alvo.

Por exemplo, uma narrativa com bebês não será interessante para pessoas que não têm criança e não têm intenção de ter filhos. 

Ou, então, uma história envolvendo futebol pode não ser atrativa para um grupo de pessoas que não gosta do esporte.

Sendo assim, é fundamental conhecer a sua audiência para produzir uma história envolvente e que desperte emoções.

Lembre-se que o público deseja se identificar com os personagens, então, nada melhor do que construir protagonistas que se assemelham aos receptores.

O mesmo vale para a ambientação do local. No storytelling multimidiático, principalmente com elementos visuais, pode ser interessante investir em uma cenografia de teatro, para criar um ambiente personalizado, único e próximo ao público.

 

5. Crie um título chamativo para a história

Imagine que você está navegando com por um canal de streaming e quer escolher um filme, mas há muitas opções disponíveis. A primeira coisa que você vai olhar é o título, depois a sinopse. E isso também vale para o storytelling. 

Seja na internet, em uma mídia tradicional ou, até mesmo, em um filme, o que primeiro atrai o público é o título.Ao criar um título chamativo, é mais fácil manter a atenção do espectador, ainda mais quando a mensagem contém uma promessa ou desperta a curiosidade.

Sendo assim, desenvolva um banner para apresentação da história criativo, com um título bem formulado e estruturado, sempre levando em conta os interesses do seu público.

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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