O novo Coronavírus mudou muito a maneiro como fazemos negócios. Tivemos que nos reinventar e aprender novas formas de continuar trabalhando. Muitas pessoas tiveram que mudar totalmente o jeito como faziam seus negócios. Então descubra como inovar pós-pandemia com um novo modelo de negócio.

 

Sabemos que o mundo pós-coronavírus não será mais o mesmo, estamos caminhando para um novo normal.

Mas como essas mudanças vão de fato acontecer?

De que maneira esse futura que chegou repentinamente vai transformar os modelos de negócio e, consequentemente, a gestão de pessoas?

E o que virá depois?

Aqui vamos mostrar os principais aspectos desse futuro que está em construção acelerada.

As medidas de isolamento criaram novas necessidades, rotinas e também receios. Elas mudaram drasticamente os hábitos de consumo.

Como consequência, muitos produtos e serviços se tornaram incompatíveis com uma economia que preza pelo distanciamento e pelo online.

A necessidade de responder de forma rápida à crise também coloca em risco modelos de negócio mais engessados, distantes da transformação digital e da inovação.

Para os setores de RH, o grande desafio é compreender como esses novos modelos de negócio vão impactar a gestão e o desenvolvimento dos colaboradores.

Mais do que isso: o cenário pós-pandemia reforça a importância de o RH ser o “radar” das habilidades necessárias para a recuperação e adequação das empresas ao novo normal.

Respostas rápidas e eficazes à crise só são possíveis quando a cultura da inovação está enraizada nas organizações.

Por isso, é fundamental que o RH compreenda o que está em jogo no mercado pós-pandemia para, com base nisso, encontrar a melhor maneira de capacitar os colaboradores para esse desafio.

Agora veja como você pode aprender mais sobre os novos modelos de negócios e ajustar a equipe de RH da sua empresa.

 

Chegou a vez do Omnichannel

Existem uma constatação muito interessante que está presente no report The New Low Touch Economy da empresa de consultoria de inovação Board of Innovation, que retrata com precisão o futuro do varejo depois da crise, “o varejo regular não vai evaporar, e sim evoluir”.

Isso porque uma das consequências mais imediatas das medidas de isolamento social é a queda de circulação de consumidores em lojas físicas. O varejo tradicional, que dividia o espaço com o comércio eletrônico, perdeu o protagonismo (temporariamente pelo menos).

É nesse cenário que o varejo omnichannel surge como estratégia promissora – para não dizer fundamental – para as companhias varejistas.

A palavra Omni vem do latim que significa todo, do inglês, quer dizer canal. Ter uma estratégia omnichannel, portanto, é utilizar a integração de todos os canais de vendas e atendimento online e offline para proporcionar uma experiência melhor ao consumidor.

Com a transformação digital, o comportamento dos consumidores tornou-se híbrido, ou seja, as barreiras entre o online e o offline estão cada vez menores.

Se isso já era uma realidade nos tempo antes da pandemia, agora o investimento no online se torna imperativo. A tendência é que, pelo menos por algum tempo, os consumidores evitem transitar por lojas físicas e prefiram comprar pela internet, dentro de suas casas.

Mas não é o caso de todas as lojas de varejo se tornarem e-commerce. Um exemplo simples de convergência de canais é a opção do cliente comprar o produto online e apenas retirar na loja física mais próxima de sua casa.

Estamos falando de integração dos canais online e offline, e não da sobreposição de um sobre o outro.

Nesse mundo de pós-pandemia, que verá as profundas transformações na lógica de consumo, o omnichannel deixa de ser um diferencial e passa a ser essencial.

E como sua empresa pode melhorar esse processo?

Os novos modelos de negócios, produtos e serviços exigem o desenvolvimento de habilidades até então secundárias ou até mesmo inexistentes nos colaboradores de uma empresa.

Para adotar uma estratégia omnichannel, a companhia vai precisar preparar os funcionários para um modelo híbrido e dinâmico, que coloca a experiência do consumidor no centro do negócio.

Aumentar o número de canais de atendimento ao consumidor é fator decisivo para otimizar a jornada do cliente desde o primeiro contato online até a conversão.

Porém, essa estratégia exige, por exemplo, a capacitação para que os colaboradores consigam atendê-los de forma coerente em todos os canais: por telefone, e-mail, chat e presencial.

 

O distanciamento e a Low Touch Economy

No mundo pós-pandemia, a tendência é que a lógica de consumo leve em consideração, mais do que nunca, o distanciamento. Veremos o crescimento exponencial da economia de pouco contato.

As mudanças graduais na forma de consumir já vinham acontecendo nos últimos anos. Agora, com a restrição do convívio social e as mudanças culturais decorrentes dela, espera-se que esses novos hábitos se transformem em tipos de normas sociais.

Não estou dizendo que vai ser melhor ou pior, apenas que será diferente.

Diante de desse cenário, grande parte das organizações terá que fazer uma profunda revisão de seus negócios, produtos e serviços.

O primeiro passo será responder: há espaço para o seu produto ou serviço em uma economia de baixo contato?

Para conseguir uma resposta, considere alguns impactos da pandemia do novo coronavírus na maneira como a sociedade se organiza.

Pode ser que as determinações de distanciamento social, restrições de viagens e os novos protocolos de higiene sigam vigentes por mais alguns meses. Mas como você pode garantir a continuidade (e também o crescimento) do seu negócio nesse período?

A resposta é curta e intimidadora: você tem que AGIR!

Depois da fase de respostas defensivas, que inclui a compreensão dos impactos a longo prazo e a proteção das receitas, é necessário partir para uma perspectiva mais ofensiva.

Isso significa compreender a nova economia e as possibilidades que ela cria, mapear competidores e, principalmente, elaborar um plano para desenvolver produtos e serviços de maneira ágil. Tudo com base no novo mercado.

Empresas que já têm uma cultura organizacional inovadora e estão em estágio avançado de transformação digital saem na frente.

Quando familiarizadas com metodologias ágeis de trabalho, as organizações poderão elaborar, produzir e testar produtos e serviços na velocidade que o cenário exige.

A empresa Board of Innovation em seu artigo sobre a Low Touch Economy, orienta que as empresas a tentar de “maneira mais ágil trabalhar executando sprints semanais com equipes remotas, inicie uma nova proposição ou modelo de negócios, contrate um líder de crescimento com as habilidades necessárias para executar seu plano estratégico”.

Está na hora de se reinventar, e rápido.

Consequentemente, é papel do RH ter uma visão estratégica para conseguir antecipar quais habilidades precisam ser desenvolvidas nos colaboradores nessa nova fase do negócio.

Os pilares da cultura da inovação ganham ainda mais força, afinal, inovação vai muito além de transformação digital. Tem a ver com as pessoas!

Processos de inovação precisam ser sustentados por uma cultura organizacional compatível com a era exponencial. Por isso, é fundamental que o profissional de RH se pergunte:

  • Os colaboradores da minha empresa têm liberdade criativa para propor novas ideias e soluções nesse período?
  • A empresa está operando uma gestão inclusiva e horizontal dos fluxos de trabalho?
  • Os colaboradores e as equipes têm autonomia para testar?

Se os serviços e produtos oferecidos pela sua empresa precisarem passar por uma profunda reformulação, não pense duas vezes: seja protagonista da cultura da inovação na sua empresa.

É ela que tornará viável uma recuperação rápida e assertiva do negócio.

 

Parcerias entre empresas

Crises exigem respostas rápidas, e nem sempre há know-how suficiente para elaborá-las da forma mais assertiva e ágil possível.

Então, mais uma vez, o que era uma tendência se torna uma ótima solução: a parceria entre empresas.

Organizações de todo o mundo e dos mais variados segmentos de atuação estão olhando para o mercado, procurando parceiros para somar forças e criar um efeito de rede, de colaboração.

Os resultados dessa visão estratégica vêm em forma de benefícios mútuos e valiosos para o momento que estamos vivendo.

O primeiro e mais notável é a união de conhecimento. A convergência de habilidades, equipes e serviços acelera o desenvolvimento de soluções válidas não só para a crise, mas principalmente para o pós-crise.

Além disso, a união de empresas reflete diretamente no crescimento da credibilidade, uma endossando o serviço da outra.

Um ótimo exemplo é a parceria entre marcas pequenas e grandes. Com essa união, uma endossa a outra de maneira complementar, fortalecendo a colaboração e oferecendo produtos mais completos.

Também é possível citar a colaboração entre empresas tradicionais e startups, algo que já vinha crescendo antes da pandemia.

A resolução de problemas comuns ganha um novo ritmo com parcerias dessa natureza, garantindo mais assertividade de planejamento e ação. E essa estratégia funciona há um bom tempo.

Naturalmente, essa estratégia carrega consigo o fortalecimento de uma cultura da inovação em ambas organizações.

Nessa situação, a diversidade de visões e backgrounds dos colaboradores e a possibilidade do erro bem intencionado entram em cena, assim como a autonomia, o desafio e o propósito.

É aqui que entra o papel do RH no processo de elaboração e implementação de novos modelos de negócios. Afinal, empresas são feitas, antes de tudo, por pessoas.

 

O papel do RH na inovação pós-pandemia

Não é exagero dizer que o RH estratégico e inovador nunca foi tão fundamental para as organizações.

Se há meses falávamos de um futuro que estava por vir, o panorama de hoje é diferente. O futuro chegou e, com ele, vieram demandas tão complexas quanto urgentes.

Nesse contexto, o RH tem um tarefa dupla: ser protagonista da inovação enquanto ele mesmo se reinventa.

Com relação à gestão de pessoas, o People Analytics ganha destaque, é uma metodologia que coleta, organiza, cruza e analisa dados dos colaboradores para aplicá-los ao RH.

Através do cruzamento de dados sobre o comportamento dos funcionários, é possível evitar a “subjetividade” que muitas vezes se faz presente na Gestão de Pessoas.

E com o home office cada vez mais naturalizado na rotina das empresas, o People Analytics se torna uma ferramenta valiosa para coordenação e capacitação dos colaboradores de forma remota.

A análise de dados dá suporte para que o RH direcione a tomada de decisões, compreenda o papel estratégico de cada colaborador, identifique níveis de produtividade e toma decisões alinhadas à organização.

Naturalmente, empresas que desejam tornar o People Analytics uma realidade precisam abraçar de vez a transformação digital, e não é exagero dizer que estamos no momento mais propício para isso.

Em outras palavras, esse novo normal de que tanto falamos depende, antes de tudo, da inovação.

 

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Fonte: https://escolaconquer.com.br/inovacao-pos-pandemia-novos-modelos-de-negocio/

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