JBL e a campanha que transforma percepção em produto

Tem campanha que explica um produto. E tem campanha que faz você sentir o produto antes mesmo de entender a peça. A JBL entra exatamente nesse segundo grupo. Na campanha “Block Out The Chaos”, a marca usa composição visual, espaço negativo e princípios da Gestalt para criar imagens em que o próprio caos ao redor […]

Reestruturação nas marcas: o que os cortes da Nike revelam sobre o mercado

Quando uma empresa como a Nike anuncia demissões em escala global, a discussão normalmente segue o mesmo caminho: crise, redução de custos ou desaceleração do mercado. Mas, na prática, movimentos assim revelam algo mais profundo. Grandes marcas não cortam estruturas apenas porque precisam economizar. Elas cortam porque o modelo operacional deixou de acompanhar a velocidade […]

Salários nas agências: o que os R$ 4,3 mil revelam sobre o mercado

Quando um número ganha destaque, o risco é olhar para ele de forma isolada. A média salarial de R$ 4,3 mil nas agências brasileiras, apontada pela Fenapro, parece dizer algo sobre remuneração. Mas, na prática, revela algo muito maior: o modelo de funcionamento do próprio mercado. Porque salário não é só pagamento. É consequência. O […]

Burger King e o uso da cultura como mídia

Tem marca que cria campanha. Tem marca que entra na conversa certa. O Burger King parte de um comportamento coletivo já estabelecido: a febre das figurinhas da Copa. Em vez de tentar construir algo novo, a marca traduz esse contexto para o seu universo. A comparação entre preços do cardápio e pacotes de figurinhas não […]

Disney e quando acessibilidade vira linguagem criativa

A maioria das marcas ainda trata acessibilidade como correção. A Disney tratou como criação. Durante muito tempo, inclusão foi pensada como uma camada posterior: legenda, dublagem, intérprete. Recursos que entram depois, quase como uma obrigação técnica. O que a Disney faz agora muda essa lógica na origem. Ao integrar linguagem de sinais diretamente nas suas […]

Comunidade de marca: por que só atrair não sustenta crescimento

Durante muito tempo, o marketing operou com uma lógica simples: atrair audiência. Mais seguidores, mais leads, mais clientes. O foco estava no topo do funil, trazer pessoas para perto da marca. Mas existe um problema nessa lógica. Atrair é relativamente fácil. Sustentar relação é o que diferencia marcas que crescem de marcas que desaparecem. E […]

Spotify e o uso da interrupção como linguagem de marca

Interromper também comunica e talvez seja isso que as marcas ainda não entenderam. Durante anos, a lógica foi simples: quanto mais fluida a experiência, melhor. Menos atrito, mais retenção. Menos fricção, mais conversão. Mas o Spotify faz um movimento contraintuitivo — ele pega exatamente o ponto de ruptura da experiência e transforma isso em mensagem. […]

Amazônia e o branding que nasce do próprio território

A nova identidade visual da Amazônia parte de uma lógica pouco comum no branding institucional: em vez de criar um símbolo sobre o território, ela constrói a marca a partir dele. As curvas dos rios, captadas por imagens reais, são transformadas em tipografia e sistema visual. Não é uma inspiração estética. É dado geográfico convertido […]

Avon e quando a ciência deixa de ser bastidor

Existe um limite claro entre dizer que você inovou e provar que inovou. A Avon cruza esse limite ao levar para a comunicação algo que normalmente fica restrito ao laboratório: pele humana bioimpressa. Ao usar essa tecnologia em um anúncio, a marca não está apenas apresentando um avanço técnico. Está transformando o próprio processo científico […]

Marketing na Copa: o limite entre oportunidade e risco para marcas

Grandes eventos sempre foram um atalho para atenção. Copa do Mundo, Olimpíadas, festivais globais. Todos concentram audiência, cultura e conversa em escala massiva. Para marcas, isso representa uma oportunidade óbvia: surfar esse momento. O problema é que nem toda marca pode fazer isso da forma que imagina. Existe uma linha clara e muitas vezes ignorada, […]