Marcas adoram falar de propósito. O problema é que, muitas vezes, escolhem causas que geram aplauso fácil e baixo risco reputacional. A campanha da Vivo sobre afogamento vai na direção oposta.
O tema é delicado. Envolve tragédia, responsabilidade e vulnerabilidade. Não é entretenimento. Não é viralizável por leveza. Exige cuidado narrativo e posicionamento claro.
Ao abordar o assunto, a Vivo assume que comunicação também pode ser ferramenta de prevenção. Mais do que vender serviços, a marca ocupa um espaço social. Isso altera sua percepção pública: ela deixa de ser apenas operadora e passa a ser agente de conscientização.
Mas há um ponto estratégico aqui. Quando uma empresa escolhe um território sensível, ela precisa sustentar coerência. Não basta uma peça impactante. É necessário continuidade, alinhamento institucional e consistência no discurso.
O que diferencia essa ação de oportunismo é o tom. Não há glamourização do problema. Há alerta.
No cenário atual, relevância não nasce apenas da criatividade. Nasce da capacidade de assumir temas que importam — mesmo quando eles não são confortáveis.
A pergunta que fica: marcas estão preparadas para sustentar o peso das causas que escolhem comunicar?
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