ChatGPT e a entrada de anúncios: quando a conversa vira inventário publicitário

A introdução de anúncios no ChatGPT nos Estados Unidos marca uma inflexão importante no modelo de negócio das plataformas conversacionais. Durante anos, o discurso predominante foi o da utilidade neutra. A experiência era limpa, direta, centrada na resposta. Ao incorporar publicidade, abre-se uma tensão estrutural: como monetizar diálogo sem comprometer confiança? Esse movimento não é […]
Vivo e o alerta sobre afogamento: quando propósito deixa de ser discurso confortável

Marcas adoram falar de propósito. O problema é que, muitas vezes, escolhem causas que geram aplauso fácil e baixo risco reputacional. A campanha da Vivo sobre afogamento vai na direção oposta. O tema é delicado. Envolve tragédia, responsabilidade e vulnerabilidade. Não é entretenimento. Não é viralizável por leveza. Exige cuidado narrativo e posicionamento claro. Ao […]
Coca-Cola e as latas que gritam gol: quando a embalagem deixa de ser suporte e vira mídia sensorial

Durante décadas, a embalagem foi tratada como extensão estética da campanha. Bonita, temática, colecionável. A Coca-Cola decide ir além: transforma a lata em experiência. Ao lançar versões que “gritam gol” para a Copa do Mundo de 2026, a marca desloca o papel do produto. Não é apenas design comemorativo. É ativação emocional incorporada ao objeto […]
As 9 tendências de design para 2026 e o que elas revelam sobre o poder das marcas

Design deixou de ser forma. É tomada de posição. Todo ano surgem listas com tendências de design. Cores do momento, tipografias emergentes, estéticas dominantes. Mas a pergunta relevante não é o que vai ficar bonito em 2026. É outra: o que essas tendências dizem sobre o papel das marcas na sociedade? As nove direções apontadas […]
O Boticário, Kaká e o branding que escolhe quem fala

Levar Kaká à Itália para apresentar Malbec não é apenas uma ação internacional. É uma escolha narrativa. O Boticário entende que, no branding contemporâneo, quem representa a marca comunica tanto quanto o produto. Kaká carrega atributos específicos: elegância, credibilidade, sucesso sem excessos. Ele não grita status — ele sugere consistência. Ao associar Malbec a essa […]
Carmed e a força de transformar fãs em aliados

A volta do kit de sorvetes da Carmed não acontece por acaso — nem por nostalgia oportunista. Ela nasce de um movimento claro de demanda, engajamento e pressão orgânica dos próprios consumidores. Aqui, o branding não parte da marca para o público. Ele faz o caminho inverso. A Carmed reconhece que sua comunidade não é […]
McDonald’s e o valor de melhorar o óbvio

Inovar nem sempre significa criar algo novo. Às vezes, significa assumir que o básico pode e deve, ser melhor feito. É exatamente esse o movimento do McDonald’s ao comunicar ajustes na montagem e na qualidade dos seus sanduíches. A decisão é menos sobre produto e mais sobre postura de marca. Ao tornar visíveis melhorias que […]
Branding se mede? O que o BVS revela e o que ainda escapa aos índices de força de marca

Durante anos, branding foi tratado como território subjetivo. Difícil de explicar, quase impossível de medir. Resultado: para muitos negócios, virou um investimento “bonito”, mas opcional — algo que só se justifica quando sobra orçamento. Ferramentas como o BVS – Branding Value Score, da Valometry, surgem justamente para tensionar essa narrativa. Elas prometem traduzir a força […]
Ambev, Tônica Brutal Fruit e Bridgerton: quando produto deixa de anunciar e passa a habitar a cultura

A parceria entre a Tônica Brutal Fruit e Bridgerton revela um movimento cada vez mais estratégico no marketing contemporâneo: marcas que deixam de interromper conteúdos para fazer parte do universo narrativo. Não se trata de patrocínio tradicional. O produto não aparece como elemento estranho à história. Ele conversa com a estética, com o clima e […]
Pepsi, Coca-Cola e o Super Bowl: quando rivalidade vira ativo permanente de marca

A rivalidade entre Pepsi e Coca-Cola é uma das poucas disputas de marca que atravessam décadas sem perder relevância. Isso acontece porque ela nunca foi apenas sobre produto, sempre foi sobre narrativa. No Super Bowl, esse embate reaparece não como conflito direto, mas como espetáculo cultural. O uso do urso, do humor e da provocação […]