Poucos objetos dos anos 2000 carregam tanto simbolismo kitsch quanto o Big Mouth Billy Bass — o peixe animatrônico que canta preso à parede. Exagerado, barulhento, quase constrangedor. E justamente por isso, inesquecível.
Ao trazê-lo de volta para o centro da comunicação, a Jeep não aposta apenas em humor. Aposta em repertório cultural.
Esse movimento não é sobre revival aleatório. É sobre ativar memória coletiva de forma consciente. A geração que cresceu vendo esse objeto circular entre salas e memes agora consome publicidade com olhar metalinguístico. Reconhece a ironia. Entende o exagero. Participa da piada.
A Jeep demonstra leitura cultural ao assumir o absurdo em vez de tentar parecer excessivamente sofisticada. Não há tentativa de polir o peixe. Ele continua brega. Continua exagerado. E isso é parte do charme.
Há também um ponto estratégico relevante: nostalgia não é apenas passado. É ferramenta de conexão emocional. Quando uma marca aciona símbolos compartilhados, reduz a distância entre discurso publicitário e memória afetiva.
Mas a nostalgia contemporânea funciona diferente da antiga. Ela vem acompanhada de ironia. Não se trata de idealizar o passado, mas de revisitá-lo com consciência. A Jeep entende essa camada e a utiliza a seu favor.
No fim, o peixe não é o protagonista. O protagonista é o reconhecimento. E reconhecimento gera pertencimento.
A pergunta que fica: marcas estão usando nostalgia como muleta criativa — ou como ponte estratégica para diálogo cultural?
Leia esse artigo e entenda mais sobre o branding da sua marca.
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