Doritos transforma o corte de Ronaldo em narrativa de marca

Algumas campanhas começam com um insight criativo. Outras começam com algo muito mais poderoso: uma memória coletiva que nunca saiu da cultura.

Foi exatamente isso que a Doritos explorou ao transformar um dos momentos mais curiosos da história do futebol em narrativa de marca.

Em 2002, durante a Copa do Mundo FIFA 2002, Ronaldo Nazário apareceu em campo com um corte de cabelo que rapidamente virou assunto mundial.

O estilo com um pequeno triângulo de cabelo na frente, se tornou um dos símbolos mais lembrados daquela Copa.

Anos depois, uma teoria começou a circular nas redes sociais: e se aquele formato tivesse alguma relação com o triângulo de um snack famoso?

A especulação parecia absurda. E era justamente isso que a tornava interessante.

A Doritos revelou que a chamada “Teoria do Triângulo” fazia parte de uma campanha pensada para transformar esse momento icônico do futebol em conversa digital. Em vez de lançar um anúncio direto, a marca alimentou a curiosidade do público, espalhando pistas e conteúdos que incentivavam a discussão online antes de revelar a ação.

Esse tipo de estratégia revela uma mudança importante na forma como campanhas são construídas hoje. Muitas vezes, o objetivo não é apenas comunicar uma mensagem, mas criar um enigma que o público queira resolver.

Quando a curiosidade entra em cena, a audiência deixa de ser apenas espectadora e passa a participar da história.

No caso da Doritos, a marca não precisou criar um novo símbolo. O triângulo já existia — tanto no produto quanto na memória do futebol brasileiro.

A campanha apenas conectou esses dois pontos.

E quando essa conexão funciona, o resultado é uma história que as pessoas querem continuar contando.

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