Branding se mede? O que o BVS revela e o que ainda escapa aos índices de força de marca

Durante anos, branding foi tratado como território subjetivo. Difícil de explicar, quase impossível de medir. Resultado: para muitos negócios, virou um investimento “bonito”, mas opcional — algo que só se justifica quando sobra orçamento.

Ferramentas como o BVS – Branding Value Score, da Valometry, surgem justamente para tensionar essa narrativa. Elas prometem traduzir a força da marca em indicadores claros, comparáveis e acionáveis.

A pergunta estratégica, porém, não é se isso é possível. É o que acontece quando tentamos medir algo que nunca foi só número.

O avanço real: branding saiu do discurso e entrou na mesa de decisão

O mérito central de índices como o BVS não está na fórmula em si, mas no movimento que eles representam.

Ao cruzar variáveis como:

  • percepção de marca
  • diferenciação
  • relevância
  • consistência
  • experiência

esses modelos fazem algo importante: obrigam o branding a dialogar com negócio.

Isso muda a conversa dentro das empresas. Branding deixa de ser apenas linguagem, estética ou campanha e passa a ser avaliado como ativo estratégico — algo que impacta valor, preferência e crescimento.

Para marcas que sempre trataram branding como intuição, isso é um choque saudável.

O risco silencioso: quando o índice vira o objetivo

Mas todo modelo carrega um risco embutido.

Quando a métrica vira fim, e não meio, a marca começa a otimizar para o indicador — não para o mercado.

É o mesmo erro que já vimos em:

  • social media guiado só por engajamento
  • performance guiada só por clique
  • conteúdo guiado só por SEO

Funciona no relatório. Empobrece na realidade.

Branding não se fortalece porque pontuou bem. Ele pontua bem porque faz escolhas difíceis, sustenta posicionamento e cria significado consistente ao longo do tempo.

Nenhum índice captura coragem estratégica.

Marca forte não é soma de atributos. É coerência de visão.

Modelos como o BVS ajudam a organizar o pensamento. Mas não substituem a pergunta central que toda marca deveria responder:

sobre o que somos — e sobre o que nunca seremos?

Força de marca não nasce do equilíbrio perfeito entre atributos. Nasce do recorte claro, do risco assumido, da repetição coerente de um ponto de vista.

Marcas fortes frequentemente:

  • incomodam uma parte do mercado
  • são lembradas antes de serem explicadas
  • mantêm consistência mesmo quando o contexto pressiona

Esses fatores aparecem indiretamente nos índices — mas nunca em sua totalidade.

O valor real do BVS: diagnóstico, não atalho

Usado corretamente, um índice de força de marca não é resposta. É sinal.

Ele aponta onde a marca está desalinhada. Onde a percepção não acompanha a intenção. Onde o discurso não se sustenta na experiência.

O erro é esperar que o número resolva o que só estratégia resolve.

Branding não melhora porque foi medido. Melhora porque, a partir da medição, decisões difíceis são tomadas.

O que isso muda para marcas e líderes

A existência de métricas como o BVS eleva o nível da discussão — e da responsabilidade.

Agora, não basta dizer que branding é importante. É preciso:

  • sustentar escolhas no tempo
  • alinhar cultura, comunicação e produto
  • aceitar que marca forte não agrada todo mundo

O índice revela sintomas. A estratégia trata a causa.

Conclusão: medir ajuda. Substituir, não.

O BVS é um avanço necessário para um mercado que cansou de decisões baseadas apenas em feeling.

Mas a provocação final permanece:

se sua marca melhorou no índice, ela também ficou mais clara, mais corajosa e mais memorável?

Se a resposta for não, o problema não está na métrica. Está na ilusão de que branding se resolve no número.

Na BDDB, nossa leitura é direta: métricas organizam. Estratégia posiciona. E marca forte nasce quando as duas coisas não se confundem.

Leia esse artigo e descubra a importância da estética em uma marca.

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