As 9 tendências de design para 2026 e o que elas revelam sobre o poder das marcas

Design deixou de ser forma. É tomada de posição.

Todo ano surgem listas com tendências de design. Cores do momento, tipografias emergentes, estéticas dominantes. Mas a pergunta relevante não é o que vai ficar bonito em 2026. É outra: o que essas tendências dizem sobre o papel das marcas na sociedade?

As nove direções apontadas para 2026 não falam apenas de layout. Elas sinalizam um deslocamento estrutural: o design está menos preocupado em chamar atenção e mais comprometido em sustentar significado.

E isso muda o jogo.


1. Humanidade radical

Interfaces menos polidas e mais humanas. Marcas que assumem imperfeições visuais, texturas orgânicas, traços manuais.

Não é estética “feia”. É uma reação à saturação digital hipereditada.

Em um ambiente dominado por IA e automação, o humano vira diferencial competitivo. O design passa a comunicar vulnerabilidade estratégica.


2. Minimalismo com intenção

O minimalismo não morreu. Ele amadureceu.

Sai o minimalismo vazio, entra o minimalismo funcional — onde cada elemento existe porque sustenta narrativa, usabilidade ou posicionamento.

Menos ruído. Mais clareza.


3. Códigos culturais locais

Globalização estética perdeu força. O design de 2026 aponta para identidades visuais ancoradas em cultura regional, repertórios simbólicos e referências comunitárias.

Marcas universais estão redescobrindo sotaques.

Porque relevância hoje é contextual.


4. Sustentabilidade visível

Não basta ser sustentável. É preciso demonstrar.

Materiais, paletas naturais, transparência de processos e visualidades que comunicam responsabilidade ambiental deixam de ser nicho e viram padrão competitivo.

O design vira prova — não promessa.


5. IA como linguagem, não como atalho

A inteligência artificial deixa de ser apenas ferramenta produtiva e passa a influenciar estética, lógica visual e experimentação criativa.

Mas aqui existe uma tensão: marcas que usam IA como clichê visual tendem a parecer genéricas.

A vantagem está em usar tecnologia com assinatura.


6. Experiências imersivas e híbridas

Design não é mais bidimensional. Ele conecta físico, digital e espacial.

Em 2026, marcas competitivas constroem sistemas visuais que funcionam em embalagens, eventos, ambientes digitais e ativações sensoriais com coerência estratégica.

Consistência virou ativo de marca.


7. Inclusão estrutural

Não se trata de campanhas pontuais. O design passa a incorporar diversidade desde a concepção — tipografias acessíveis, contrastes adequados, representações plurais.

Inclusão deixa de ser discurso e vira arquitetura.


8. Nostalgia reinterpretada

O retrô continua forte, mas reinterpretado.

Referências dos anos 90 e 2000 reaparecem, não como cópia, mas como releitura crítica.

Nostalgia, hoje, é ferramenta emocional estratégica.


9. Identidades dinâmicas

Sistemas visuais flexíveis substituem marcas rígidas.

Logos adaptáveis, grids mutáveis e ecossistemas gráficos responsivos tornam-se padrão.

Porque marcas vivem em múltiplas plataformas e precisam respirar.


O que realmente está em jogo

Essas tendências de design para 2026 apontam para algo maior: estética deixou de ser diferencial isolado. Ela é extensão do posicionamento.

Marcas que tratam design como verniz continuam presas em disputas superficiais.

Marcas que entendem design como estratégia constroem ativos culturais.

O ponto não é seguir tendência.

É decidir qual narrativa você está disposto a sustentar visualmente.

Porque em 2026, o design não será lembrado pelo que parecia moderno.

Será lembrado pelo que conseguiu defender.

Leia esse artigo e descubra a importância da estética em uma marca.

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