Para divulgar a nova temporada de One Piece, a Netflix apostou em um encontro improvável entre universos culturais. A plataforma colocou Chico Bento, personagem clássico da Turma da Mônica, em uma versão inspirada no mundo do anime.
Na campanha, o personagem aparece com elementos visuais que remetem a Monkey D. Luffy, protagonista da história criada por Eiichiro Oda. O ponto de partida é uma coincidência simples, mas poderosa: os dois usam chapéu de palha e compartilham um perfil otimista, aventureiro e ligado à simplicidade do interior.
A peça funciona porque conecta dois universos culturais muito fortes. De um lado está um dos animes mais populares do mundo. Do outro, um personagem profundamente enraizado na cultura brasileira, criado por Mauricio de Sousa.
Essa mistura não acontece por acaso. Quando grandes franquias globais chegam a diferentes países, elas enfrentam um desafio clássico do entretenimento: transformar algo internacional em algo culturalmente próximo. A adaptação visual com Chico Bento reduz essa distância simbólica.
A estratégia também conversa com um movimento recorrente no marketing de entretenimento: localizar campanhas sem alterar o produto principal. A série continua sendo a mesma, mas a comunicação ganha novas camadas de identificação com o público brasileiro.
No fim, a campanha revela uma lógica simples de branding cultural: quando uma marca global consegue dialogar com referências locais, ela deixa de parecer apenas importada e passa a fazer parte da conversa cultural daquele mercado.
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