Coca-Cola e as latas que gritam gol: quando a embalagem deixa de ser suporte e vira mídia sensorial

Durante décadas, a embalagem foi tratada como extensão estética da campanha. Bonita, temática, colecionável. A Coca-Cola decide ir além: transforma a lata em experiência.

Ao lançar versões que “gritam gol” para a Copa do Mundo de 2026, a marca desloca o papel do produto. Não é apenas design comemorativo. É ativação emocional incorporada ao objeto físico. A lata deixa de ser recipiente e passa a ser gatilho de celebração.

Essa decisão é estratégica. Eventos como a Copa não são apenas transmissões esportivas — são rituais coletivos. Gritos, abraços, tensão, catarse. A Coca-Cola entende que o consumo nesses momentos não é racional; é simbólico. Ao integrar som e surpresa à embalagem, a marca tenta sincronizar seu produto com o ápice da emoção.

É branding por proximidade sensorial.

Enquanto muitas empresas concentram esforços no digital, a Coca-Cola reforça algo fundamental: o ponto de contato físico ainda é poderoso. A diferença é que ele precisa surpreender. Quando a embalagem interage, ela deixa de ser passiva.

O movimento também revela maturidade de marca. Só quem já possui distribuição massiva e reconhecimento consolidado pode transformar algo simples em mídia proprietária. A Coca-Cola não precisa explicar por que está na Copa. Ela já faz parte do imaginário do evento. O que faz agora é aprofundar essa associação.

A provocação é inevitável: em um mundo saturado de telas, talvez o próximo território criativo esteja justamente no que sempre esteve na mão do consumidor.

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