A rivalidade entre Pepsi e Coca-Cola é uma das poucas disputas de marca que atravessam décadas sem perder relevância. Isso acontece porque ela nunca foi apenas sobre produto, sempre foi sobre narrativa.
No Super Bowl, esse embate reaparece não como conflito direto, mas como espetáculo cultural. O uso do urso, do humor e da provocação não busca converter o consumidor racionalmente. Busca manter viva uma história que o público já conhece, escolhe lados e acompanha quase como uma série anual.
Aqui, branding não tenta encerrar a disputa. Pelo contrário: a tensão é o combustível.
Enquanto muitas marcas fogem de comparação direta, Pepsi e Coca-Cola entenderam que a rivalidade cria contexto, memória e recorrência. Cada nova campanha não precisa explicar tudo do zero, ela se apoia em um imaginário já construído coletivamente.
Esse tipo de estratégia só funciona quando a marca aceita perder controle absoluto da narrativa. O público comenta, compara, remix, escolhe. A marca entra como personagem, não como dona da história.
No fundo, o Super Bowl vira apenas o palco mais visível de algo que acontece o tempo todo: a disputa simbólica por relevância cultural. E quem vence não é quem grita mais alto, mas quem consegue permanecer interessante ao longo do tempo.
A lição é clara: marcas fortes não evitam tensão. Elas sabem sustentá-la.
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