Mobilidade que conversa com emoções
Apps de transporte já não vendem só deslocamento. Eles vendem, ou deveriam vender, experiência, confiança, presença. O último movimento do Uber para o fim de ano sinaliza que a empresa entendeu isso. Com a nova campanha, a Uber busca reposicionar sua marca: de utilidade imediata para presença emocional nas jornadas de seus usuários.
Para muitos, a Uber não é só um meio de chegar é parte de reencontros, despedidas, celebrações, memórias. Isso dá escala. Mas também dá responsabilidade.
Funcionalidade + narrativa: o novo padrão
O diferencial da campanha está na tentativa de humanizar a marca. Em vez de comunicar preço ou conveniência, a Uber aposta em sentimento: “o carro que leva você para aquilo que importa”.
Essa estratégia revela algo que o mercado de apps sabe, mas nem sempre aplica com coragem:
-
A conveniência já é comodidade básica;
-
A diferenciação está na experiência emocional e social;
-
A fidelidade se constrói com sentimento, não só com algoritmo.
Por que apostar na “presence marketing”?
Num contexto onde mobilidade é comoditizada, destacar-se exige sensibilidade cultural.
-
A Uber se aproxima das pessoas na época mais emocional do ano, o fim de ano.
-
Oferece mais do que transporte: oferece cuidado, presença, simplicidade em momentos humanos.
-
Transforma o serviço utilitário em parte de uma narrativa pessoal, o que cria vínculo além da transação.
Riscos e autenticidade
Mas estratégia emocional exige coerência. Se o serviço falha — atraso, mau atendimento, problemas — a promessa de “companhia emocional” quebra.
Portanto: para que isso funcione, a Uber precisa garantir que a experiência entregue esteja à altura da narrativa.
Se bem feita, essa abordagem pode redefinir o que significa “estar presente” em mobilidade urbana, para o usuário e para a marca.
Leia esse artigo e entenda a importância da narrativa.
Conheça o nosso grupo e nossas soluções em diferentes verticais. Acesse o nosso site TBS GROUP e descubra tudo o que podemos oferecer!
